sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ciranda

Dá um desespero danado transformar.

Principalmente quando a transformação vem do coração.
Não há tempo para a emoção,
Passou despercebida qualquer possibilidade de razão.


Tomou o peito todo com a força da interrogação que há na vida.


Eu deito tremulamente as palavras sobre o papel como única saída possível de apreender o que de mim em mim acontece.


Duas de uma.
Ou uma de duas, se você preferir.
Uma de fato. Duas acontescencias.


Primeiro o coração. Segundo os ouvidos.
Silencio imperial.


Só palavras aparecem desenhando-se em mim, assegurando não tanto a minha essência, mas essencialmente minha existência.


Balanço-me em uma movimentada corda de letras acumuladas.
E, estranhamente, me impulsiono no vácuo do espaço em branco entre elas.


Ciranda de pensamentos do silêncio.

2 comentários:

Joana Cristina disse...

Tá,

seu Blogo esta lindo, mais claro, mais iluminado, só o primeiro texto esta escrito com uma tinta muito clara, você precisa pensar nas veinhas...rsrsrsrsr com uma cor mais escura é mais fácil e menos cansativo para ler. Beijo grande da mamãe. Parabéns.

Carol PHS disse...

Que lindo! Reflexivo, causando reflexo, em outras que na noite navegam. Parabéns Thais! Orgulho meu de você ser nossa!