terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Digressão

Eu não sei se as minhas palavras me pertencem ou se sou eu quem pertence a elas.
Passei da idade de precisar me afirmar pra depois me aproximar.
Realizei que só de mim eu jamais seria eu.
Só a partir dos vocês que há em mim encontro o que de mais legítimo é meu.

Des-cobri a verdade da minha necessidade. Vivo lendo, mas só existo quando sou lida.

Não sirvo para as linhas retas. Odeio abdicar das delicadas nuances que só existem quando o movimento é circular.
Escrevo pra materializar....

Eu senti o ar!

Abracei com ternura a coragem que me faltou e, estranhamente, encostei-me à força do meu amor.
Entendi que para haver tranquilidade não é preciso felicidade.
No outro cômodo da sua casa mora a lealdade.
Deparei-me com uma estranha liberdade.

Foi só no limite que encontrei a amplitude.
Quietude.

De tanta desilusão eu até cresci.
Eu reinvento meus sonhos, e daí?

5 comentários:

disse...

amei, Thá! Muito!

E vou adotar essa prática: bora reinventar sonhos!!

Pensando bem, acho que é assim que saímos do lugar =)

Bjocas

Gabriel disse...

mais uma vez... lindo!

Laura disse...

Adorei! Me faz pensar que a tranquilidade venha da possibilidade de sermos leais com nós mesmos!

Dani Dezordi disse...

Thais Lispector, dá pra publicar logo mais e mais? Devorei cada palavra.... já chorei muito! Estava exausta com o dia de hoje, mas não pude deixar de ler tudo tudo tudo! Não posso deixar de te falar, de te elogiar e de te divulgar.... menina, tô orgulhosa de te conhecer!

Dani Dezordi disse...

Thais Lispector, dá pra publicar logo mais e mais? Devorei cada palavra.... já chorei muito! Estava exausta com o dia de hoje, mas não pude deixar de ler tudo tudo tudo! Não posso deixar de te falar, de te elogiar e de te divulgar.... menina, tô orgulhosa de te conhecer!